EM/SFC – Encefalomielite Miálgica / Síndrome da Fadiga Crônica

Um flagelo invisível, pérfido e insidioso!

Popularizada sob o nome de “Síndrome da Fadiga Crônica”

🗓️ Última atualização : janeiro de 2026

Avanços na Pesquisa e no Diagnóstico

« Esta página tem como objetivo informar e compartilhar o estado atual do conhecimento, sem pretensão de exaustividade nem de verdade definitiva. Ela será atualizada mensalmente, caso a evolução da situação o exija. »

Pacientes e pesquisadores concordam que a EM/SFC continua sendo, provavelmente, uma das doenças mais graves conhecidas — não pelo número de mortes, mas pelo estado de devastação física, cognitiva e social em que mergulha as pessoas afetadas.

De acordo com meta-análises recentes (2023–2025), a prevalência da EM/SFC na população geral é estimada entre 0,2 e 1 %, com um estimador combinado próximo de 0,89 % (intervalo de confiança 0,60–1,33 %). Aplicado à população mundial, isso representaria aproximadamente 30 a 70 milhões de pessoas afetadas. Esses números permanecem apenas ordens de grandeza, pois o subdiagnóstico ainda é massivo e as metodologias dos estudos são muito heterogêneas.

O impacto da pandemia de COVID-19 aumentou consideravelmente essa prevalência, com estimativas de COVID longa atingindo cerca de 6 a 7 % dos adultos na população geral (aproximadamente 400 milhões de pessoas no final de 2023). No entanto, a proporção exata de casos de COVID longa que evoluem para um quadro clínico completo de EM/SFC ainda é mal definida, embora diversos estudos sugiram uma forte convergência sintomática.

👉 É como se toda a França estivesse acamada por um esgotamento crônico.

Atualmente, o diagnóstico baseia-se em um processo de exclusão: é necessário primeiro eliminar todas as outras causas possíveis de um estado de fadiga extrema (câncer, diabetes, doenças autoimunes, etc.).

👉 Isso implica numerosos exames, frequentemente longos, caros e exaustivos.

Em média, a peregrinação diagnóstica pode durar 2 a 3 anos ou mais antes que o veredicto seja dado:
« Você sofre de Encefalomielite Miálgica – Síndrome da Fadiga Crônica »

🔬 Avanços recentes no diagnóstico da EM/SFC (2023–2025) :

Surgem pistas de biomarcadores, modelos de machine learning começam a ser utilizados, mas até o momento nenhum teste único, confiável e oficialmente aprovado existe.

🔍 1. Marcadores imunológicos e inflamatórios

  • Citocinas: alguns estudos mostram níveis anormais (ex.: IL-6, IL-10, TNF-α), especialmente na fase aguda ou após esforço.
  • Células NK (Natural Killer): em número reduzido ou com menor eficácia.

➡️ Essas anomalias ainda não são 100 % específicas, mas fazem parte de um conjunto de biomarcadores potenciais combinados.

🧠 2. Neuroimagem & perfusão cerebral

Observam-se cada vez mais anomalias objetiváveis: alterações no fluxo sanguíneo cerebral, ativação inadequada de certas áreas durante tarefas cognitivas. Esses dados reforçam a tese de um real distúrbio neurológico.

🧪 3. Metabolismo celular & produção de energia

Os estudos mostram alterações no metabolismo mitocondrial, redução da produção de ATP e um estado semelhante à “hibernação celular” em alguns pacientes.

💡 4. Teste de esforço em dois dias (2-Day CPET)

Esse teste continua sendo um padrão em alguns centros para objetivar o « mal-estar pós-esforço » (MPE/PEM): um paciente com EM/SFC apresenta uma queda anormal de desempenho no 2º dia após o esforço.
⚠️ Esse teste é extremamente desgastante para os pacientes, mas continua sendo uma forte evidência clínica.

🧬 5. Biomarcadores experimentais recentes (2023–2025)

Em 2024–2025, estudos multi-ômicos (proteômica, metabolômica, transcriptômica) e machine learning permitiram identificar painéis de biomarcadores com AUC (~0,83) em alguns casos.

Exemplo: um estudo de 2024 identificou uma assinatura de 9 biomarcadores + 19 características clínicas para classificar a EM/SFC com ~83 % de precisão.

🔚 Conclusão

Embora ainda não exista um teste único padronizado e oficialmente aprovado:

  • As pesquisas avançam rapidamente, apesar da grave falta de financiamento.
  • As evidências convergem para uma melhor compreensão fisiopatológica.
  • Muitos países desenvolvem agora protocolos sérios e colaborativos.

🇦🇺 Austrália – 🇳🇴 Noruega – 🇺🇸 Estados Unidos – 🇫🇷 França (INSERM) – 🇯🇵 Japão – 🇬🇧 Reino Unido

🌍 Países mais afetados pela EM/SFC

Estimativa aproximada (pós-COVID & formas longas)

Esses números levam em conta o provável aumento dos casos após a pandemia de COVID-19.

← Viver com      ↑ recepção ↑      Em resumo →

Rolar para cima